"Companhia de experimentação cênica nortista, paraoara, originada no ano de 2011 por um grupo de amigos atores,cenógrafos, arte- educadores, encenadores e produtores pesquisadores interessados em investigação teatral com dramaturgia própria, focando o "dizer teatral" a partir de suas histórias de vida" em interlocução permanente com as pessoas,o tempo, o espaço e o movimento nos diferentes contextos com os quais interagem por meio de uma metodologia que intitulamos pesquisa-espetáculo".
segunda-feira, 20 de maio de 2013
sábado, 31 de março de 2012
"Do autor?"
...Existe realmente o proprietário de um texto? Realmente pertencemos a algum lugar? Ou somos eternos viajantes de nós mesmos?...Em algum lugar de mim é o ponto de fuga e o desaguar de um momento, de uma vivência, de risos, choros e saudades...
Mailson Soares- ator, cenógrafo, dramaturgo, diretor de teatro e arte educador.
Mailson Soares- ator, cenógrafo, dramaturgo, diretor de teatro e arte educador.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Depoimentos dos alunos da EJA Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Cruzeiro do Sul
"Um lugar só é bom quando nos permite ir para outro lugar" (Mário Quintana)
COMPARTILHANDO CONFORME COMBINADO
ESCOLA ESTADUAL CRUZEIRO DO SUL BELÉM – PARÁ
Escola Estadual de Ensino Fundamental e EJA: Cruzeiro do Sul
DIRETOR: Davi PROFESSOR: Wagner Magno
CIA.AVUADOS DE TEATRO
APRESENTA
"EM ALGUM LUGAR DE MIM"
COMPREENSÃO DA AÇÃO POR EDUCANDOS E EDUCANDAS DE EJA DA PEÇA DE TEATRO “EM ALGUM LUGAR DE MIM”
O que eu achei que era uma família unida, mas quando, esses perderam o pai e a mãe eles souberam o que fazer e ficaram desorientados então vieram às dificuldades, as brigas e o tempo foi passando o tempo e eles na mesma situação e ela dizia “ eu queria que a mamãe e o papai estivessem aqui”.Ela sentia mui8to a falta do pai e da mãe, porque ela falava o tempo todo neles. Ela chorava e dizia que estava com medo da chuva e do trovão. E o irmão dela dizia “vocês tem medo de tudo”. E viviam brigando com ela. Outro dizia “vou embora daqui”, mas nem um deles tomava essa decisão de ir embora e conhecer o que tinha lá fora e viver uma vida melhor.
E aquela que vivia chorando e dizia que ia embora, mas não tinha coragem, mas foi a única que teve a iniciativa de ir embora daquela situação;
Foi isso que eu entendi!
Esmeralda Muniz, 28 anos 2ª etapa de EJA,em 23/02/2012
EM ALGUM LUGAR DE MIM
Em minha opinião e pelo que entendi foi: Que eles eram uma família, quando a mãe e o pai deles morreram e eles ficaram sós, só eles! E os maiores cuidam dos menores e a partir daí começaram a surgir os problemas, as dificuldades e eles tiveram que aprender a se virar sozinhos. E lembravam, de quando eram crianças, eles iam ao riacho que também secou e tudo ficou mais difícil. Eles lembravam também de seus pais; Esses gostariam que eles ainda estivessem vivos e ao mesmo tempo eles não queriam que estivessem aqui para ver tudo isso que estava acontecendo tal como a falta de alimentos e água, pois eles precisavam de água até mesmo para retirar seus alimentos dos rios.
Por isso eu acho que nós temos que preservar a natureza, a floresta, a água e os animais por causa do aquecimento global!
Nélia Gomes Corrêa, 30 anos 2ª etapa de EJA, em 23/02/2012
EM ALGUM LUGAR DE MIM
Velas em círculos e uma no meio. Homem fazendo alongamento e começa a conversa: “Antigamente não existia luz”, eles falavam. A mulher “ foi todo mundo embora” e o homem fala “merda!”;
“Merda” significa boa sorte, a mulher brinca com o fogo e ela fala “tá chovendo eu to com medo, mas do que nunca eu queria que a mamãe estivesse aqui”, e ela continua falando da chuva. O homem fala “mas tu é ridícula, eu sou capaz de fazer”.
E ela, fica andando de um lado para outro com a mão pra traz e ela fala pra ele “eu quero mais viver lembranças amados, sou capaz de viver tudo menos mentir”;
O outro aparece e fala: ” vocês estão mesmo brigando de novo”
Ele fala: “Tudo passa , a vida passa, chega de tá gemendo. Mulher traz uma pinga pra mim, eu vou beber chá! O que tu tá pensando? Eu pouca coisa! Viva intensamente! Porque no final, tanta coisa tem valor! No final tu não vai deixar a gente aqui? Tu pode ficar comigo? Eu vi um homem lá fora! Eu volta para te buscar! Eu vou ficar aqui!
Estão cantando e acendendo as lamparinas e depois apagaram. Ela está lavando a mão e depois falou: “Eu vi um homem. Que homem? Um viajante. O que vocês estão falando? Ele te viu? Era alguém conhecido não deu pra ver quem... Que café a gente não dá conta de tudo... não foi todo mundo embora?... Vou dormir, eu também!... Já vou deitar!...
Pegou a bacia e mergulhou o pé... Todo mundo perdeu o sono... “Eu vim tomar um copo de leite, tu vai querer?... Entregaste a carta?... Eu não vocês não me deram nenhuma carta... o que está escrito não sei! ... Ai ela começa a chorar... Está queimando papel.. Ai ela fala: “Eu coloco roupas novas antes de dormir...”.Ela Disse:”Eu rezo, eu gostava de cânter!... Ele pegou ela pela mão e deitou.
E deitaram juntos...
O outro tá deitado e ela gritou:” Ai eu não consigo dormir, quando chove. Eu tô com medo! Vocês ouviram um barulho estranho assim que começou a chuva?
“Eles estavam vestidos de calça preta, com cinta, o outro de calça branca, ela de vestido e cabelos arrepiados:” Vejo uma vila de velas acessas. Eu não tenho medo da chuva, eu tenho medo do trovão!...
Joaquim Ramos, 30 anos 2ª etapa de EJA, em 23/02/2012
Eu entendi que a personagem morava no interior com a família e quando chovia era com muito vento e trovões e ela ficou traumatizada, pois onde ela morava chovia muito forte e corria para os braços da mãe dela. Logo a mãe dela morreu e ela ficou só com o irmão dela e logo depois se casou, mas sempre continuou com muito medo, quando chovia. Só que seu marido não tinha paciência com ela e eles só viviam brigando e o seu irmão não agüentava mais de ver tanta briga e todos os dias era a mesma coisa!
Seu irmão já queria até ir embora, mas pensava muito, pois, o marido não tinha paciência com ela, maltratava muito aquela mulher. Aquela mulher não podia fazer nada, pois aquela mulher não tinha pra onde ir!
OBS: Essa peça me fez lembrar muito a minha infância, quando eu morava no interior com meus pais e os meus irmãos. Os meus pais trabalhavam na cidade e tinham que passar dias. Eu e meus irmãos ficávamos sozinhos, pois, lá quando chovia muito forte com ventos e trovões, ficava muito escuro e não tinha energia, nós usávamos lamparinas e eu ficava com muito medo!
Deusirê Alves Dias, 40 anos 2ª etapa de EJA, em 23/02/2012
EM ALGUM LUGAR DE MIM
Nesta vida tudo passa.
Quando eles perderam os pais parece que o mundo acabou. Mas apesar dos sofrimentos e as dificuldades eles não perderiam parar, tinham que seguir em frente, nem o sofrimento nem a dor, nem o frio, nem a chuva poderia parar a vida deles, alguém tinha que sair para continuar sobreviver. Eles não poderiam desistir a vida deles continua;
Nem o medo, nem a solidão, nem a falta dos seus pais valeu o sofrimento a dor, tristeza, a chuva, o frio, o medo, a fome só não valeu a perda de seus pais!
2ª Jovelina da Silva de Matos Guedes, 56 anos etapa de EJA, em 23/02/2012PS: Aqui se trata de uma educando que entrevistou outro educando para efetuar sua descrição, pois a mesma faltou no dia da apresentação
EM ALGUM LUGAR DE MIM
Nesta vida tudo passa.
Quando eles perderam os pais parece que o mundo acabou. Mas apesar dos sofrimentos e as dificuldades eles não perderiam parar, tinham que seguir em frente, nem o sofrimento nem a dor, nem o frio, nem a chuva poderia parar a vida deles, alguém tinha que sair para continuar sobreviver. Eles não poderiam desistir a vida deles continua;
Nem o medo, nem a solidão, nem a falta dos seus pais valeu o sofrimento a dor, tristeza, a chuva, o frio, o medo, a fome só não valeu a perda de seus pais!
Jovelina da Silva de Matos Guedes, 56 anos 2ª etapa de EJA, em 23/02/2012
PS: Aqui se trata de uma educando que entrevistou outro educando para efetuar sua descrição, pois a mesma faltou no dia da apresentação
EM ALGUM LUGAR DE MIM
O que eu entendi do texto é que os pais deles morreram e eles ficaram sós e com medo de enfrentar a vida, tinham medo da chuva e de trovões, medo de ir trabalhar;
Eram três irmãos. Dois meninos e uma menina só que a menina era a menor. O trauma foi tão grande que ela ficou tendo alucinações;
Vendo mais os sofrimento deles.
E ele é tão grande, que eles têm de enfrentar o mundo, esse mundo tão cheio de pessoas más. O alimento deles é leite, chá, bebida alcoólica.
Ela manda eles fecharem a janela ele falava “ o que importa se a mamãe tá morta”, Coragem pra lutar os dois irmãos mais velhos era para ajudar a irmã mais nova para superar seu medos e enfrentar o mundo e vencer;
Na minha conclusão ela foi um exemplo de coragem, tanto para os irmãos dela como para nós que enfrentamos os nossos medos;
Maria Elizabeth Gomes de Lima 2ª etapa de EJA, em 27/02/2012
PS: Aqui se trata de uma educando que entrevistou outro educando para efetuar sua descrição, pois a mesma faltou no dia da apresentação.
terça-feira, 6 de março de 2012
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Semana Acadêmica de Letras da UFPA recebe EM ALGUM LUGAR DE MIM


Estivemos participando da programação da 19ª Semana Acadêmica de Letras da UFPA, no seu dia de abertura, 07/11/11, promovida pelo CAL (Centro Acadêmico de Letras), apresentando o espetáculo para um público de estudantes muito interativo e extremamente interessados em conhecer a proposta de trabalho e motivações da CIA em torno da pesquisa.
Daqui, o nosso agradecimento à equipe organizadora do evento que nos brindou com uma platéia bastante receptiva que, por certo, será uma expressiva divulgadora do trabalho e somará impressões importantes aos registros que estamos organizando nesse momento em que "baixamos a lona" para entrar na terceira etapa de trabalho em laboratório de ensaios, prevista para janeiro de 2012.
Fechamos, assim, as apresentações da CIA AVUADOS neste ano de 2011 com chave de ouro, agradecendo a todos e todas que estiveram conosco ajudando o espetáculo a chegar aos tantos lugares de tanta gente, nos tantos lugares onde estivemos e desejamos estar, pelo acolhimento e carinho com que nos receberam.
"NÃO FAÇO TEATRO PARA O POVO, MAS FAÇO EM FAVOR DO POVO. FAÇO TEATRO PARA INCOMODAR OS QUE ESTÃO SOSSEGADOS. SÓ PARA ISSO FAÇO TEATRO"
(Plínio Marcos)
Merda ao TEATRO!!! Descanso merecido à CIA...rr
sábado, 29 de outubro de 2011
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